é difícil...
o jeito é contar a estória em pedaços.
tudo começou na sala de embarque do aeroporto internacional dos guararapes, tomando a cerveja mais cara do mundo com meus amigos antes de entrar no vôo da TAP. umas dez horas depois, chegamos em barcelona, com minha mala arrombada sei lá por quem faltando apenas um colarzinho que só era bonitinho, mas não tinha nenhum valor. pegamos o trem e chegamos na estação do nosso hotel e, logo de cara, um gaudí bem na esquina:
depois de babar um pouquinho, joguei as malas no hotel e fui sozinha para o outro lado da cidade por que não podia perder o show de bill callahan. me espremi entre os gigantes da platéia, desisti até de comprar minha cervejenha de praxe dos shows, mas consegui chegar bem perto do palco. todo esforço mais que valeu a pena, foi lindo, lindo, lindo...segundo dia. parc güell e conhecer os amigos da internet (dos cantos mais absurdos do mundo, como israel, hong kong, australia e brasil :P), com direito a ver darren hayman, vocalista do hefner, de perto (mesmo tendo perdido, por pouco, o showzinho dele), trocar os ingressos do festival por pulseiras que iriam garantir a nossa entrada nos três dias de primavera sound e passear pela cidade para conhecer las ramblas, ver as pessoas protestando na plaça catalunya e ver mais prédios incríveis de gaudí, como la pedrera e a igreja da sagrada família.








cumpridas as obrigações turistais da viagem, começou o tour alcoólico. por que era necessário provar todas as cervejas espanholas, neam? e também as cavas, as espumantes locais, que nos levaram a um bar incrível e lotado que, mesmo sem ter lugar para sentar e nem para apoiar as taças, nos dava vontade de não sair mais de lá até que provássemos todas as cavas disponíveis. e foi lá que provei o sanduíche mais gostoso da viagem feito de lingüiça cataluña e cebola frita. dá água na boca só de pensar.


depois disso tudo, o primavera sound 2011 começou. três dias lindos no parc del fórum com seus palcos à beira mar e milhões de shows incríveis rolando ao mesmo tempo. parecia até um carnaval indie em plena europa que nem a dificuldade absurda de comprar cerveja conseguiu estragar. nem a gripe espanhola que me atacou no segundo dia e me fez parecer um zumbi. não dá pra falar sobre cada show em particular, senão vou escrever durante anos sem parar. só tenho uma coisa a dizer: jarvis cocker que me perdoe, mas foi o wayne coyne com o flaming lips que fez o melhor show do festival.
ah... e nunca mesmo vou esquecer de todas as pessoas queridas que conheci nesses dias de barcelona. espero que, muito em breve, possamos atacar outro festival juntos!





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