Quarta-feira, Agosto 24, 2011

próxima parada: nova iorque!


a ficha não caiu direito ainda (apesar das contas absurdas dos meus cartões), mas o fato é: tou com viagem marcada para a big apple no próximo mês.

é verdade que a coisa que eu mais desejei desta vida foi viajar bem muito, mas acho que desta vez me superei. mal terminei de pagar as contas da viagem pra europa e já emendei novos gastos... e tou sufocada! mas como promessa é dívida e eu tinha prometido a minha amiga natália que viajaria com ela nas suas primeiras férias, aqui estou eu. não posso reclamar, pois não é pra essas coisas mesmo que eu ainda moro com papai e mamãe? então vamos lá... :P

a coisa foi tão atribulada, que até marquei a data da minha entrevista para tirar o visto americano enquanto ainda estava em barcelona. e, mal cheguei de viagem, já tive que madrugar na frente do consulado para não perder a minha vez. e uns dos lados bons de ser servidora pública concursada é que me concederam o visto de 10 anos rapidinho, sem precisar nem responder muitas perguntas. (se o contracheque fosse um pouquinho melhor ia ser a perfeição).

além do clima ainda ameno e o fato de ser comecinho da baixa estação, o que pesou muito para a escolha das datas foi o fato de eu ter descoberto um festival que vai rolar em nova jersey, o "all tomorrow's parties". e não é pelo fato de esse festival ser curado pelo portishead, que eu adoro, mas viveria sem, e nem por ter apresentação do jeff mangum, vocalista do finado neutral milk hotel, que eu confesso estar sofrendo por não ter conseguido ingresso para vê-lo ainda... na verdade, para mim, o atp significa uma única coisa: bonnie "prince" billy.

difícil dizer o quanto gosto das músicas desse cara. basta dizer que, desde 2008, quando o o conheci, pouquissimo tempo depois de ele ter feito um show em são paulo - que eu perdi, bonnie é o músico que mais escuto. seja no carro ou em casa, praticamente todo dia tem algum disco dele rolando no meu som. e ele tem tanta coisa gravada e diferentes projetos que cada dia descubro uma coisa nova para me apaixonar. e são músicas tão lindas e tão tristes que muita gente acha que eu fico triste de tanto ouvi-lo. mas com isso eu só lembro daquela famosa citação do livro do "alta fidelidade" do nick hornby:
"o que surgiu primeiro: a música ou o sofrimento? as pessoas receiam que as crianças brinquem com armas ou vejam filmes violentos, que vem a ser dominadas por uma cultura de violência. ninguém se importa que as crianças ouçam, literalmente, milhares de canções sobre desilusões amorosas, rejeição, dor, sofrimento e perda. eu ouvia musica pop porque me sentia infeliz? ou me sentia infeliz por ouvir música pop?"
independente disso tudo, ter um show do bonnie prince na época da minha viagem é muito mais que uma feliz coincidência. e para deixar tudo ainda mais legal, descobri que vários dos amigos "internacionais" que fiz em barcelona também estarão em nova iorque para o festival. o mundinho indie é muito, mas muito, menor do que eu imagina...

agora, coincidência mesmo é ter show do wilco no central park dentro do período que estávamos planejando. mas nunca na vida passei um sufoco tão gigantesco para comprar um ingresso. abriam as vendas no site, 5 segundos depois - sem exagero - já estava tudo esgotado. só fomos conseguir ingressos na segunda data quefoi criada e por que conseguimos um american express da mãe de uma amiga emprestado pra comprar. tudo o que eu tenho a dizer é: die, ticktmaster, die! (mas ainda bem que conseguimos :D)

pra terminar esse post, um dos meus vídeos prediletos do bonnie "prince" billy, ou will oldham, no qual ele faz uma participação na música "kiss" da scout niblett:


Quinta-feira, Agosto 11, 2011

elephant vanishes

terminei de ler mais um livro da minha coleção de murakamis da estante e estou aqui morrendo de aflição. só faltam mais dois para ler todos os que eu já comprei e não há muitos mais no mercado para eu comprar. :~~

este livro, chamado "elephant vanishes", é uma coleção de contos que tratam, principalmente, de eventos bizarros que acabam acontecendo na vida das pessoas comum. como uma fome que nunca passa por causa de uma maldição, um mostro verde que aparece no jardim sem a menor explicação ou um homem que confessa ter a mania de incendiar celeiros, apesar de não haver provas de que esses incêndios tenham realmente acontecido. adoro o jeito como murakami consegue tornar a realidade numa coisa fantástica e, ao mesmo tempo, não soar tão absurdo. é como ele já declarou em entrevista, a experiência de escrever é como sonhar, e cada conto é como se fosse um relato de sonho. ah... já ia esquecendo... é nesse livro que foi publicado um dos meus contos preferidos do murakami, o "on seeing the 100% perfect girl one beautiful april morning", que se passa em harajuku. :)

mas "elephant vanishes" vai ficar marcado pela experiência bizarra que me proporcionou. ao ler o conto "sleep", no qual uma dona de casa simplesmente perde o sono e passa várias noites, sem se cansar, lendo livros, tive a sensação que aquilo estava acontecendo comigo também. sempre leio meus livrinhos antes de dormir, até por que ler contribui para que a agitação do dia diminua e o sono chegue mais rápido. mas, depois de ler esse conto, não consegui mais parar. devo ter lido umas 100 páginas seguidas do livro sem sentir sono algum. é bem notório que eu gosto de ler, mas dificilmente tenho concentração para ler tantas páginas de uma vez e muito menos de madrugada. sei que é maluquice, mas só parei de ler o livro naquela hora por que me deu uma nóia de que o que aconteceu com a mulher do conto estava acontecendo comigo também e eu não ia conseguir mais dormir. e foi imediato: bastou apenas apertar o play em um seriado qualquer que decidi assistir no computador que peguei no sono. :P

ah... e a novidade sobre haruki murakami é que em outubro sai a tradução para o inglês do livro dele mais recente, "1Q84". a única coisa que sei sobre ele é que faz referência ao livro "1984" de george orwell, pois a letra "q" em japonês se pronuncia do mesmo jeito que o número "9". fora isso, não sei se há alguma relação entre as estórias... só sei que mal posso esperar para ler. estou até considerando comprar na pré-venda da amazon, até por que o livro só será liberado quase um mês depois da minha próxima viagem ao exterior. mas isso é estória para outro post...


Terça-feira, Julho 19, 2011

all work and no play makes jack a dull boy

enquanto eu escrevia um post por semana sobre a viagem e afins, voltei a me concentrar nas minhas leituras. mesmo me obrigando a estudar todo dia para os concursos, sempre tinha aquela horinha sagrada, antes de dormir, para me agarrar com o livro da vez. até por que já percebi que se eu ficar só estudando e trabalhando sem encostar nos meus livrinhos queridos, eu entro em depressão profunda. e, tenho que confessar, ficava sonhando o dia inteiro em continuar a leitura debaixo das cobertas no meu quarto azul só com o abajour ligado...

tudo começou com "queremos tanto a glenda" um livro de julio cortázar que eu queria ler faz tempo. queria ler por que soube que foi por causa de um conto que tem nele, o "historia con migalas", que a banda espanhola migala escolheu o seu nome. e como eu adoro a banda e escuto suas músicas o tempo todo, apesar dela já ter acabado há algum tempo, fiquei curiosa. estava esperando encontrar uma versão dele em português, mas como achei um exemplar em espanhol todo bonitinho numa livraria lá na avenida paulista e já fazia algum tempo que eu estudava espanhol no live mocha para minha viagem à barcelona, resolvi arriscar. a idéia era ter lido antes de viajar para a espanha, para deixar o espanhol afiado, mas toda a ansiedade não permitiu que eu tivesse muita concentração. daí resolvi começar logo que voltei das zoropa.

no começo ler cortázar no original foi dureza. ficava agarrada no dicionário e não entendia tão bem os textos. até por que, ler cortázar em português já é difícil, quanto mais numa língua que você não tem tanta fluência. mas, desculpites a parte, com o esforço e com o vocabulário que fui adquirindo, foi ficando bem melhor. tão melhor que a cada conto que terminava de ler, ficava com pena por que o livrinho estava se acabando. acho simplesmente impressionante como ele transforma temas comuns dando a eles um ar de mistério, quase como de sonho. não sei explicar bem como é isso, mas aposto que quem já leu cortázar entende o que estou querendo dizer. além do mais, ler cortázar me faz querer escrever também e, ao mesmo tempo, me deixa sem coragem... queria poder escrever para que pessoas se sentissem como eu me sinto quando o leio, mas com a minha falta de talento fico sem cara de arriscar. :P

acabou o livro e eu fiquei querendo mais cortázar, e fui diretinho aqui pra internet e encomendei dois livros dele: "todos os fogos o fogo" e "as armas secretas". aproveitei a deixa e também encomendei o livro novo de banana yoshimoto: "the lake". daí, enquanto esperava, simplesmente engoli dois livros que ganhei de presente de aniversário: "bordados" de marjane satrapi e "força estranha" de nelson motta.

"bordados" é ótimo, mas para quem já leu persépolis deixa um pouco a desejar por que é bem pequeninho. li em um dia só. e é o mesmo esquema de quadrinhos de persépolis, mas desta vez relatando um encontro das mulheres da família da marjane falando sobre suas experiências de amor e sexo. para mim é bem estranho saber que mulheres de uma país tão repressor quanto o irã podem ser tão liberadas, mesmo debaixo dos seus véus. só assim para conhecer melhor o país do meu iraniano de estimação (vide o post sobre londres). ficou mesmo o gostinho de quero mais... pena que a marjane não tem outro livro do tamanho do persépolis. vou pesquisar, mas pelo que vi os outros quadrinhos dela são curtinhos como esse que eu acabei ler.

já "força estranha", apesar de me surpreender em quase toda a sua extensão por causa de suas extensão por causa de suas estórias mirabolantes, me decepcionou profundamente no final. isso por que no último conto da coleção, eu descobri que todos os outros contos não partiram da cabeça do próprio nelson motta, mas sim de um cara chamado jonas que ganhava a vida a contar estórias na praia de boipeba na bahia. sei que ele pagou uma parte da grana que recebeu pra escrever o livro pro cara, mas eu não teria coragem de assinar como meu um livro cheio de contos que não foram criados por mim. foi mal, nelson motta, sei que o cara morreu e tal, mas mesmo assim ele merecia um crédito na capa e não só no último conto. me senti enganada...

depois de ler esses dois livros, finalmente chegou minha caixinha recheada da livraria saraiva. quando a abri e vi o exemplar lindo de capa dura da banana yoshimoto não teve como me agarrar a ele primeiro. li cada página querendo que "the lake" não acabasse nunca e, apesar de não ser o melhor livro dessa escritora japonesa que já li, já estou morrendo de saudade da delicadeza que só encontro em suas estórias. não sei se é por que eu me identifico profundamente com a tristeza das personagens da yoshimoto, que até me fazem ficar com os olhos cheios d'água durante toda a estória, ou se é uma coisa geral que acontece com todo mundo que lê os livros dela. acredito que seja a primeira opção, até por que, mesmo sendo uma das minhas escritoras favoritas, não indicaria um livro dela para qualquer pessoa... tem que ter uma coisa meio blue no que tange a sentimentos para poder se dar bem com ela. mas isso é só o que eu acho... vai ser ótimo se alguém me provar o contrário.

a idéia agora era ler os livros de cortázar que chegaram, mas voltei a minha fase japonesa pós-banana yoshimoto e agarrei "elephant vanishes" do haruki murakami. este livro faz parte da montanha de livros dele que trouxe da inglaterra e que me seguro para ler apenas um de vez enquanto para não acabar tudo que o murakami já publicou de uma vez só. e esse é outro que me deixa louca de vontade de escrever também e morrendo de vergonha de tentar ao mesmo tempo... ai, ai...

Terça-feira, Julho 12, 2011

sobre a greve


o único lado negativo da minha viagem foi ter que abandonar a greve do tribunal em seu momento mais crítico. mas com tudo pago e tantos sonhos envolvidos, não pude desistir, mesmo estando tão engajada como estava, tão indignada com os mandos e desmandos do presidente e sem perder um protesto sequer no palácio de justiça, debaixo de sol e chuva. antes de ir, pedi muito aos meus colegas de trabalho para não deixarem o movimento morrer...

enquanto estava na europa, recebia as piores notícias possíveis. o presidente não cedia e o sindicato não flexibilizava. até dentro do meu local de trabalho começaram muitas brigas por que ninguém parecia concordar, nem muito menos respeitar as opiniões diferentes. desse jeito a greve acabou e ficamos numa condição muito pior do que quando começamos.

tivemos descontos nos nossos salários da maneira mais absurda possível. não foram considerados os dias que efetivamente faltamos... descontaram 590 reais do meu contracheque, enquanto teve gente lá da minha vara que teve descontado bem mais que eu e outros bem menos. e olhe que eu passei a maior parte do tempo da greve de férias.

eu sei que é legalmente possível que o empregador desconte dos salários dos funcionários os dias não trabalhados durante a greve, mas vamos fazer isso corretamente, né? além disso, deveria ter sido nos dada a possibilidade de compensar as horas não-trabalhadas para evitar os descontos, como a jurisprudência dos cortes superiores já vêm entendendo, mas essa opção não foi sequer cogitada pelo tribunal.

para piorar, o presidente ainda empurrou goela abaixo um plano de cargos e carreiras muito pior do que já tinha apresentado antes e que foi rejeitado pela maior parte da categoria. aumentando uma hora da nossa carga-horária e nos dando um aumento que, na ponta do lápis, diminui o valor da nossa hora trabalhada. isso tudo sem pagar as perdas salariais ocasionadas pela inflação dos últimos três anos. logo quem deveria zelar pelo fiel cumprimento da lei, acabou sendo aquele que mais desrespeitou...

estou torcendo para que a oposição ao presidente não deixe que essas modificações absurdas passem, assim como a assembléia legislativa aqui de pernambuco. senão, minha decepção vai ainda ser mais grave. por que uma coisa é o presidente ser irresponsável, mas todo mundo corroborar com essa loucura, não dá para aceitar.

depois disso tudo, já estou ensaiando minha saída do tribunal. estou me esforçando pra engolir toda preguiça e voltar a estudar com afinco para as provas de outros concursos. se querem que o tribunal seja mesmo uma casa de passagem para outros concursos, é assim que vai ser...

Quarta-feira, Julho 06, 2011

parte 3 - paris

parrí...

fui a paris para saber que eu preciso voltar a paris. para saber que eu realmente não tenho paciência nenhuma para programas de turista e que o bom mesmo é andar pela cidade como se fosse um local. ou quase.

mas não podia ir a paris sem pisar no louvre. que, cá pra nós, parece um grande shopping center em forma de museu. sorte que meu companheiro de viagem, meu amigo gone, pensava de uma maneira parecida com a minha e antes mesmo de chegarmos lá já tínhamos decidido tudo que íamos ver: o código de hamurabi, a vênus de milo, a deusa nike e a "pop-star" monalisa. daí seguimos o mapa, vimos tudo que queríamos e fomos embora rapidinho. podem me chamar de herege, mas tenho zero paciência para ficar olhando peças de barro feitas por civilizações antigas. mas tenho que dizer que foi de arrepiar ver o que tínhamos escolhido de perto, depois de passar a vida inteira só conhecendo essas obras por fotos nos livros de história. pena que tem tanta gente ao mesmo tempo que não dá para observar com calma... junto da monalisa mesmo só consegui ficar perto um segundinho por causa da multidão que a cercava.

o museu que eu mais gostei, entretanto, foi o d'orsay. beeeem menor, focado mais em obras de arte, foi nele que vi vários quadros de van gogh de perto e tomei um susto ao entrar numa salinha e dar de cara com meu quadro preferido de monet, aquele da moça com a sombrinha. tenho um poster dele no meu apartamento e nem sabia que ele estava lá. no d'orsay, consegui olhar as coisas todas com calma e eu ainda fui no primeiro domingo do mês lá, quando todos os museus de paris têm entrada gratuita.

além dos museus, não podiam faltar as idas à basílica sacre-coer, ao moulin rouge, ao invalides, à champs-élysées para gastar muitos euros com maquilagem, ver o arco do triunfo de perto, passear no sena no bateaux-bus, subir no topo da torre eiffel, apesar de todo medo de altura, e visitar os túmulos do cemitério de pere lachaise. minha mãe até me criticou por ter ido num cemitério, mas tinha que ver os túmulos de allan kardec, jim morisson, chopin, balzac, molière, piaf, oscar wilde e tantos outros de perto apesar do dia chuvoso e do clima macabro do lugar com vários corvos gralhando.

mas o bom mesmo, na minha opinião, era ficar de bobeira em paris. sair andando na beira do sena, vendo a cidade que é, de fato, lindíssima. comprar um baguete e um vinho e ir a um parque qualquer e sentar na grama que, diga-se de passagem não tem formigas para atacar a gente, e ficar olhando o tempo passar. senti falta de não ter mais tempo na cidade só para fazer isso.

meus passeios favoritos, sem dúvida, foram os que envolveram vinho barato e jogar conversa fora em algum parque. adorei ter ido ao champs de mars à noite para ficar observando a torre eiffel iluminada tomando vinho em xícaras de plástico e comendo queijo temperado. também foi ótimo quando encontramos uns amigos de gone perto da catedral de notre dame e comemos os falafels mais incríveis do mundo, estouramos uma espumante e depois voltamos correndo para o hotel tomando o maior banho de chuva da minha vida (com direito a raios assustadores e tudo mais). como não podia deixar passar em branco, também comemoramos o aniversário do meu pai, na beira do sena no bairro de saint-michel, com merlot que custou 1,99 euro a garrafa e um muffin de chocolate pra servir de bolo. fizemos até um vídeo bem leso cantando parabéns, idéia minha, claro, e ficamos lá de bobeira vendo o sol se pôr às dez e meia da noite. além disso, ainda banquei a européia e peguei um solzão deitada na grama do parque buttes chaumont, bebendo vinho quente - claro! e tive a maior dor de cabeça do universo e além depois, mas isso a gente supera.

não fui a versailles, não andei de balão como tinha planejado e não fiz tantos outros passeios incríveis que devem haver por lá. mas um dia eu volto, parrí, e sabendo falar francês de preferência...

ps: tou com preguiça de postar fotos aqui, mas se alguém tiver curiosidade, todas as fotos estão aqui.
Link

Segunda-feira, Junho 27, 2011

parte 2 - londres

este é o terceiro ano consecutivo que eu vou a londres. sou uma pessoa completamente sequelada por essa cidade, por que não consigo ir mais à europa sem dar um pulinho lá. grande parte da culpa é a saudade que eu sinto da minha amiga marianne, que mora lá há um tempão e nunca volta para visitar. não tem coisa melhor do que andar numa cidade incrível, morrendo de rir das palhaçadas dela. fora isso, ainda tem as pessoas maravilhosas que acabei conhecendo por lá e que são tão divertidas quanto: a paulista eliane brasil, o iraniano ali ghaffari e o chinês nascido inglês chun lai, entre outros.


a novidade desta vez foi que meu amigo gone, de recife mesmo, resolveu me encontrar lá na terra da rainha. o único ponto negativo da visita é que ele só tinha três dias para ficar por lá antes de embarcarmos para paris. daí, engoli todo o meu preconceito, e comprei um ingresso daqueles ônibus turistais com teto aberto e saímos na companhia da nossa "querida amiga beth" para conhecer o máximo possível de londres no menor tempo possível. :P (ah... devo ressaltar que o lado positivo de andar de ônibus turistal é que ganhamos ingressos para andar de barco no tâmisa, coisa que nunca tinha feito antes).



outra coisa que eu adoro de londres é que a cada nova viagem para lá sempre encontro coisas novas para conhecer/fazer. fui pela primeira vez à catedral de são paulo, onde charles e diana casaram e subi os 500 e tantos degraus até o topo só para ver a cidade de cima e ficar morrendo de medo de altura. a vista era linda, verdade, mas o que eu podia fazer se eu sou medrosa?

outra coisa incrível, foi termos ido ver o musical "wicked". a idéia foi de gone e confesso que fiquei com o pé atrás sobre essa estória de ir ver musical, mas tenho que confessar: adorei!! foi tão divertido que já estou até planejando ver outro na minha próxima viagem a londres. (ainda vão haver várias, claro!! :P)

por fim, a última novidade foi ter ido conhecer chinatown londrina e me acabar de comer comida chinesa lá. tenho que admitir que não é muito diferente do bairro da liberdade em são paulo, mas a melhor parte foi aprender a comer panquecas de pato desfiado chinesa com o amigo chun, carinhosamente chamado de "the lord of chinatown", com marianne interpretando sua hilária ajudante:



sempre que eu saio de londres, já fico morrendo de vontade de voltar...

Terça-feira, Junho 21, 2011

parte 1 - barcelona

como falar de 22 dias incríveis em apenas um post?

é difícil...

o jeito é contar a estória em pedaços.

tudo começou na sala de embarque do aeroporto internacional dos guararapes, tomando a cerveja mais cara do mundo com meus amigos antes de entrar no vôo da TAP. umas dez horas depois, chegamos em barcelona, com minha mala arrombada sei lá por quem faltando apenas um colarzinho que só era bonitinho, mas não tinha nenhum valor. pegamos o trem e chegamos na estação do nosso hotel e, logo de cara, um gaudí bem na esquina:

depois de babar um pouquinho, joguei as malas no hotel e fui sozinha para o outro lado da cidade por que não podia perder o show de bill callahan. me espremi entre os gigantes da platéia, desisti até de comprar minha cervejenha de praxe dos shows, mas consegui chegar bem perto do palco. todo esforço mais que valeu a pena, foi lindo, lindo, lindo...



segundo dia. parc güell e conhecer os amigos da internet (dos cantos mais absurdos do mundo, como israel, hong kong, australia e brasil :P), com direito a ver darren hayman, vocalista do hefner, de perto (mesmo tendo perdido, por pouco, o showzinho dele), trocar os ingressos do festival por pulseiras que iriam garantir a nossa entrada nos três dias de primavera sound e passear pela cidade para conhecer las ramblas, ver as pessoas protestando na plaça catalunya e ver mais prédios incríveis de gaudí, como la pedrera e a igreja da sagrada família.




cumpridas as obrigações turistais da viagem, começou o tour alcoólico. por que era necessário provar todas as cervejas espanholas, neam? e também as cavas, as espumantes locais, que nos levaram a um bar incrível e lotado que, mesmo sem ter lugar para sentar e nem para apoiar as taças, nos dava vontade de não sair mais de lá até que provássemos todas as cavas disponíveis. e foi lá que provei o sanduíche mais gostoso da viagem feito de lingüiça cataluña e cebola frita. dá água na boca só de pensar.


depois disso tudo, o primavera sound 2011 começou. três dias lindos no parc del fórum com seus palcos à beira mar e milhões de shows incríveis rolando ao mesmo tempo. parecia até um carnaval indie em plena europa que nem a dificuldade absurda de comprar cerveja conseguiu estragar. nem a gripe espanhola que me atacou no segundo dia e me fez parecer um zumbi. não dá pra falar sobre cada show em particular, senão vou escrever durante anos sem parar. só tenho uma coisa a dizer: jarvis cocker que me perdoe, mas foi o wayne coyne com o flaming lips que fez o melhor show do festival.



ah... e nunca mesmo vou esquecer de todas as pessoas queridas que conheci nesses dias de barcelona. espero que, muito em breve, possamos atacar outro festival juntos!

Domingo, Maio 22, 2011

on the road... again

hoje, mais uma vez, embarco num avião da tap rumo à europa. serão 22 dias entre barcelona, londres e paris. tenho que confessar que estou um pouco nervosa, pois essa vai ser uma das mais longas viagens que já fiz para o exterior. mas, ao mesmo tempo, estou muito empolgada com a possibilidade de conhecer duas cidades novas, assistir trocentos shows incríveis no primavera sound e encontrar velhos amigos e conhecer alguns novos por lá.

só estou preocupada com o fato de estar deixando o tribunal que trabalho neste momento específico em que estamos de greve. a confusão reina por lá, por que a presidência não leva a sério a categoria e, mesmo após duas semanas inteiras de paralisação, ainda não fez uma proposta razoável para nós. desde abril, tenho participado de protestos no centro da cidade com camisetas pretas, apitos e cartazes em prol da nossa reposição salarial referente a inflação dos anos de 2009, 2010 e 2011, da manutenção da carga horária de 6 horas e da criação de um plano de cargos, carreiras e vencimentos que melhore nossas perspectivas no trabalho e que este concurso deixe de ser um trampolim" para outros melhores. me sinto meio culpada indo viajar justamente num momento tão crítico, mas sonho em poder tirar férias em maio desde que tomei posse para poder ir para este festival. além disso, já venho pagando tudo desde o começo do ano. acho que por esses motivos eu posso ser perdoada, né? :P

espero arrumar um tempinho para escrever aqui no blog durante as férias, até por que não tem coisa que eu goste mais de falar (escrever) do que sobre as minhas viagens. :)

Segunda-feira, Maio 09, 2011

amor em tempos de cólera ou são paulo em tempos de rinite

talvez eu seja a única pessoa que vai a são paulo para relaxar. ou uma das poucas que fazem isso. a verdade é que eu aproveitei uma super promoção da tam e fui passar a semana santa e me mandei pra lá. e dormi até não poder mais... além de curtir meus tios e primos, claro.

o único contratempo da viagem foi o meu ouvido direito que resolveu não colaborar muito comigo. quando o avião pousou, ele ficou entupido e incomodando. não dei muita bola no princípio e achei que passaria rápido, mas não passou. dois dias depois fui parar numa emergência hospitalar e o diagnóstico foi rinite. não fazia nem idéia que podia ser isso e estou em tratamento desde então. ainda bem que alguns dias depois de remédios e lavagens de nariz com soro, o ouvido voltou a funcionar. :)

o post está atrasado, eu sei. ele estava aqui na cabeça a dias, mas ando meio bloqueada para escrever. não sei por que. talvez seja a atual vibe "de luta" por que estou participando ativamente das movimentações grevistas do tribunal onde trabalho. até por que querer aumentar a carga horária de trabalho sem aumentar salário, nem pagar as perdas dos anos anteriores com a inflação, não dá, né? ainda não estou a fim de trabalhar de graça, enquanto os juízes recebem aumentos todos os anos...

voltando para o tema objetivo do post, a viagem para são paulo foi produtiva não só para descansar, mas também para dar uma adiantada nas leituras. finalmente consegui terminar "o amor nos tempos de cólera" de gabriel garcía marquez, livro que estava querendo ler há muito tempo. somente com uns diazinhos de férias consegui um tempinho para dedicar as minhas leituras sem peso na consciência. quer dizer, mais ou menos. :P

tenho que confessar que simplesmente adoro o jeito que o "gabo" descreve os personagens nas suas estórias. tão cheios de peculiaridades e manias divertidamente esquisitas, que até parece que eles estão vivos dentro da cabeça dele, caminhando de um lado para o outro, conversando uns com os outros, decidindo por conta própria os seus caminhos. parece até que tudo o que o garcía marquez precisa fazer é colocar no papel os detalhes desse mundo que acontece em frente a ele. é uma surpresa a cada página ler os livros dele.

por acaso, pesquisando na internet, acabei descobrindo que "o amor em tempos de cólera" é baseado em fatos reais. trata-se da estória de amor dos pais do próprio gabriel garcía marquez que serve de pano de fundo para a trama. assim como o personagem principal do livro, florentino ariza, o pai do escritor era telegrafista e violinista e se apaixonou ainda muito jovem pela mulher que veio a se tornar sua mãe, representada na estória pela personagem fermina daza. por causa da oposição do pai da sua amada, ele teve que criar uma rede de comunicação com a ajuda dos amigos telegrafistas para mandar mensagens para alcançá-la onde ela estivesse, assim como florentino ariza fez quando fermina daza foi levada para longe pelo seu pai para impedir o amor dos dois.

porém ao contrário do pai do escritor, que, como sse pode ver, conseguiu concretizar o seu amor, florentino ariza passa anos amando em silêncio e se sentindo incapaz de amar outra mulher, observando fermina daza vivendo sua vida ao lado de outro homem. por toda vida ele espera uma chance de concretizar o seu amor e até ver o simples reflexo da amado no espelho de um restaurante é capaz de mudar o seu dia. impossível não se compadecer de florentino e até torcer para que fermina fica viúva para que este tenha novamente uma chance com ela...

"mas o exame revelou que não tinha febre, nem dor em nenhuma parte, e a única coisa que sentia de concreto era uma necessidade urgente de morrer. bastou ao médico um interrogatório insidioso, primeiro a ele e depois à mãe, para comprovar uma vez mais que os sintomas do amor são os mesmos da cólera."


mal posso esperar para ler outro livro dele... mas só posso fazer isso depois que terminar a pilha de "não-lidos" que se amontoam no meu apartamento.

Quinta-feira, Abril 14, 2011

primavera sound



pela primeira vez desde 2004, vou parar de reclamar aqui no blog quando vejo o line-up dos festivais espanhóis "primavera sound" e o "festival internacional de benicàssim". pela primeira vez pude olhar para a lista de artistas dos dois e escolher qual o que queria ir... e o vencedor foi (como dá para notar pelo título do post) o primavera sound! (até por que, para ir para os dois numa mesma viagem, eu precisaria de férias maiores que 30 dias).

estou tão feliz não só pela escalação incrível de bandas do festival, mas também pela oportunidade de conhecer a cidade de barcelona, que onde acontece o primavera sound. confesso que o fato do primavera ser em barcelona contribuiu um bocado para escolhê-lo por que esta é uma das cidades que está no topo da lista das que eu mais queria conhecer. quase já decorei o mapa da cidade de tanto ler o meu guia de viagens de cabo a rabo. aliás, antes mesmo de comprar a passagem de avião, a minha primeira providência, após adquirir o ingresso para os 5 dias de festival, foi ir na livraria mais próxima atrás do meu guiazinho. tou sonhando já em visitar a igreja da sagrada família, o parc güell, la pedrera e tantas outras construções de gaudí, comer as famosas tapas, passear por las ramblas, ir no museu de miró, tirar uma foto com a camisa do náutico no estádio do barcelona, e, claro, aproveitar a noite catalã. a empolgação é tanta que estou até estudando um pouquinho de espanhol aqui... e sim, eu sei que em barcelona eles falam catalão, mas acredito que saber um tantinho de espanhol pode me ajudar em alguma coisa, não é?

mas antes de terminar esse post preciso dizer uma coisa: eu vou finalmente ver o flaming lips ao vivo!! #morri. aliás, me belisquem pra ver se eu não estou sonhando, por que nesse festival ainda vai ter pulp, pj harvey, mercury rev, echo & the bunnyman, low, mogway, grinderman (que tem como vocalista o amado nick cavernoso), the national, the walkmen, phosphorescent, fleet foxes, sufjan stevens... e - aaaaaah!! - vou ver interpol, of montreal e belle & sebastian de novo. além de todo esse exagero que bandas legais do festival, eu ainda descobri anteontem que bill callahan vai fazer um show lá em barça exatamente no dia que eu chego lá... comprei o ingresso na mesma hora, né? (e desde então tou me forçando a ouvir outras bandas, por que senão só escuto bill callahan que é muito amor). <3

se eu não voltar mais de barcelona, vocês já sabem o que aconteceu, não é? mas como o resto da viagem ainda inclui minha ida anual a minha amada londres e a minha primeira visita a paris, eu acho que vou conseguir sair de lá. :P